Vinhos – Espumante, prosecco, frisante e champagne

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A fermentação alcoólica é um conjunto de reações provocadas por micro-organismos, as leveduras, que atacam a glicose e a frutose contidas no mosto transformando-os em álcool e gás carbônico.

Para se produzir um espumante, prosecco, frisante ou champagne, precisamos de gás carbônico (borbulhas) e esse gás tem de ser obtido de maneira natural.

Vejamos às características de cada um:

>>ESPUMANTE
Os espumantes são produzidos através de duas fermentações, a primeira que chamamos de vinho base, aonde a fermentação vai até o final. Ou seja, o vinho fica seco e sem gás carbônico e a segunda é quando se obtém esse gás (as borbulhas).
Para isso, existem dois processos de fermentação, Champenoise (também conhecido como Tradicional ou Clássico) e Charmat:
– O método champenoise é aquele onde a 2ª fermentação do vinho base ocorre dentro da própria garrafa.
– O método charmat já passa por uma produção um pouco diferente, fazendo com que o vinho base realize sua segunda fermentação em tanques de aço inox .
– No final, os dois métodos recebem uma mistura que se chama Liqueur d`expédition (Licor de expedição), que é responsável em fazer a classificação deste espumante, sendo brut ou demi sec.

>>PROSECCO
Prosecco , até então, era somente o tipo de uva (cepa) nativa da Italia, mais precisamente nas regiões de Valdobbiadene e Canegliano, no Vêneto. Então, não se poderia dizer que os proseccos fossem vinhos exclusivos da Itália, pois ao contrário dos champagnes, era permitido chamarmos de prosecco um vinho feito fora daquele país, desde que elaborado a partir da uva prosecco. .No entanto, há cerca de 2 anos, a Italia, assim como fez a França, no passado, com seu champagne, editou lei alterando o nome da cepa Prosecco, chamando-a agora de “glera”. O termo Prosecco fica reservado para a região italiana produtora do vinho, que além do Veneto agora também estão incluidas as áreas do Friuli. Dessa forma, proibe-se a utilização do termo prosecco para vinhos que não forem produzidos nessas regiões
No entanto, parece que a lei por aqui ai não pegou, sendo fácil encontrar “proseccos” nacionais vendidos nos grandes mercados e lojas especializadas.
Diferentemente dos champagnes e dos cavas, os proseccos são elaborados pelo método charmat, onde a segunda fermentação ocorre em grandes tanques de aço inox e não na própria garrafa.

>>FRISANTE
Trata-se de uma fermentação sem vinho base, sem licor de tiragem e sem licor de expedição.
– Ou seja, como não tem vinho base, tanto a fermentação alcoólica quanto a toma de espuma ocorrem no mesmo processo.
– Nos vinhos frisantes o método de obtenção das bolhas pode ser tanto natural como artificial.
Por essas diferenças no método de produção, o vinho frisante sempre terá menor nível de gás carbônico em relação ao espumante. Ou seja, o vinho frisante é menos gaseificado e tem menos espuma do que um espumante.
Ex: Lambrusco

>>CHAMPAGNE
O champanhe ou champanha (em francês champagne) é um vinho branco espumante, produzido na região de Champagne, nordeste da França, através da fermentação da uva (uma espécie ou várias).O champanhe é produzido na região administrativa de Champagne-Ardenne, cuja capital é Epernay. Foi próximo a Epernay, no povoado de Hautvillers, que os monges Dom Pérignon e Dom Ruinart se esforçaram muito para domar os vinhos que fermentavam novamente nas garrafas, fazendo-as explodir.
Esta antiga província histórica produz igualmente os vinhos chamados “tranquilos” (não-espumantes) que levam denominações diferentes como tintos, brancos ou rosados e são produzidos nas cidades de Bouzy, Virtudes, Damery.
No entanto, a região de Champagne produz, em grande maioria, vinhos espumantes (brancos ou rosados) chamados simplesmente de champanhe, sem mais especificações. Eles são produzidos obrigatoriamente à base apenas das uvas chardonnay , pinot noir e pinot meunier,
A flûte é o tipo de taça comumente usada para saborear o champanhe.

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Aos romanos atribui-se o facto de terem plantado as vinhas na região, embora haja documentos históricos que atestem que a cultura da vinha vem de muito antes, como do famoso escritor de então Plínio, que escrevia já dos famosos vinhos e vinhas desta região, e aos romanos se deve o início da produção dos espumantes em França.
Um dos motivos que elevaram a fama deste vinho foi o fato de que em Reims, cidade mais importante de Champagne, foram coroados quase todos os grandes reis da França. A coroação acontecia na catedral de Notre-Dame de Reims, construída em 1225, e nas comemorações era servido champanhe. Por este motivo, ficou conhecido como o vinho dos reis.

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DOM PERIGNON

O vinho Dom Pérignon é produzido pela casa francesa Moët et Chandon. O nome vem do monge beneditino Dom Pérignon que desenvolveu o método de vinificação da bebida chamado “método champenoise”.

Com o aparecimento de Dom Pérignon, que era um monge beneditino da Abadia de Hautvillers, em 1670, houve uma “revolução” na produção do champanhe. A Dom Pérignon, um estudioso da matéria, deve-se a descoberta dos cinco principais elementos que em muito contribuíram para o champanhe tal como ele é hoje:

– A mistura de diferentes vinhos da região, conseguindo que o produto fique mais harmonioso.
– Separação e prensagem em separado das uvas pretas que predominam em Champagne, obtendo assim um cristalino sumo de uva.
– O uso de garrafas de vidro mais espesso para melhor permitirem a pressão da segunda fermentação em garrafa.
– O uso da rolha de cortiça, vinda de Espanha, que permitiu substituir o anterior sistema, pauzinhos de cânhamo embebidos em azeite.
– A escavação de profundas adegas, hoje galerias com vários quilômetros de extensão e usadas por todos os produtores, para permitir o repouso e envelhecimento do champanhe a uma temperatura constante.

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Dom Pérignon foi o primeiro champanhe cuvée (“safrado”), o que lhe deu enorme prestígio. A primeira vintage de Dom Pérignon foi a de 1921 e somente colocada à venda em 1936, depois da Grande Depressão de 1929. O champanhe cuvée ou vintage significa que ele foi produzido com as melhores uvas de um ano (safra) especialmente bom o que lhe dá uma característica especial sobre os demais champanhes: a estampa do ano (safra) no rótulo. Por essa razão é que não existem champagnes vintage todos os anos como acontece com os vinhos não efervescentes. A maioria dos champanhes, por outro lado, são produzidos por uma mistura de uvas colhidas em anos diferentes.

Desde 1990, Richard Geoffroy é o enólogo responsável pela produção de Dom Pérignon

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